domingo, 22 de fevereiro de 2015

Educação para o consumo da água

Crise noabastecimento de água representam grandes oportunidades para mudar velhos hábitos e ensinar às crianças, na prática, como viver de maneira mais sustentável. "As medidas de economia e reutilização da água não devem ser encaradas apenas como procedimentos para momentos de crise. São mudanças no estilo de vida que devem permanecer para sempre", diz a pedagoga Mônica Borba, fundadora e gestora do Instituto 5 Elementos de Educação Para Sustentabilidade.

Afinal, a escassez de água limpa e tratada é um problema que atinge atualmente centenas de cidades brasileiras. Embora as notícias sobre os efeitos da seca e dos problemas de abastecimento em cidades como São Paulo e Itu estejam sobressaindo, o problema não está restrito a essa região e nem é um fenômeno que começou agora. Segundo o Ministério da Integração Nacional, no ano passado a seca levou mais de 1265 cidades em 13 estados do Nordeste e do Sudeste a decretarem situação de emergência. Ainda hoje, mais de 900 municípios continuam em emergência.

Para a ambientalista Cláudia Visoni, uma das fundadoras do movimento Cisterna Já, iniciativa de cidadãos que buscam alternativas diante da crise da água, um dos primeiros conceitos que deve ser ensinado é sobre o valor da água para nossas vidas: devemos nos preocupar e preservar esse recurso não apenas quando percebemos que ele está escasso, mas também nos tempos de abundância. É preciso ter sempre em mente que a água limpa e tratada não é um recurso infinito. Em seu blog, Simplesmente, ela orienta a fazer uma reflexão sempre que se abrir uma torneira: "Preciso mesmo de água tratada e potável para o que pretendo fazer? Será que eu consigo atender a essa minha necessidade reutilizando água? A água que acabei de usar precisa mesmo ir para o esgoto? Será que eu consigo armazená-la para um uso futuro?".

Além de mostrar o valor da água e as formas de preservá-la, os pais e os colégios também podem utilizar esse momento de conscientização para desenvolver conceitos de disciplinas escolares como matemática, história, ciências e geografia.

Veja de que maneira e quais outros ensinamentos podem ser transmitidos às crianças no que se refere ao uso adequado desse recurso vital:


1. Calcule com seu filho o consumo e a capacidade da caixa d´água

2. Estabeleça limites para o uso da água

3. Ensine como reutilizar a água

4. Ensine sobre a importância da água da chuva

5. Economizar água também é economizar eletricidade e reduzir consumo

6. Mostre de onde a água vem e como avaliar sua qualidade

7. Ensine que água é um direito humano


Retirado da Revista Educar para crescer

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Sustentabilidade visa o âmbito social, econômico e ambiental.

Sustentabilidade é um conceito sistêmico, relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana.

Propõe-se a ser um meio de configurar a civilização e atividade humanas, de tal forma que a sociedade, os seus membros e as suas economias possam preencher as suas necessidades e expressar o seu maior potencial no presente, e ao mesmo tempo preservar a biodiversidade e os ecossistemas naturais, planejando e agindo de forma a atingir pró-eficiência na manutenção indefinida desses ideais.

A sustentabilidade abrange vários níveis de organização, desde a vizinhança local até o planeta inteiro.

A SUSTENTABILIDADE VISA O ÂMBITO SOCIAL + ECONÔMICO + AMBIENTAL


Dez mitos sobre a crise hídrica do sudeste

Por Gabriel Kogan do blog Cosmopista
Gostaria de desmistificar alguns pontos sobre a crise hídrica em SP, assunto que tangencia minhas pesquisas acadêmicas.
1- “Não choveu e por isso está faltando água”. Essa conclusão é cientificamente problemática. Existem períodos chuvosos e de estiagem, descritos estatisticamente. É natural que isso ocorra. A base de dados de São Paulo possibilita análises precisas desde o século XIX e projeções anteriores a partir de cálculos matemáticos. Um sistema de abastecimento eficiente precisa ser projetado seguindo essas previsões (ex: estiagens que ocorram a cada cem anos).
2- “É por causa do aquecimento global”. Existem poucos estudos verdadeiramente confiáveis em São Paulo. De qualquer forma, o problema aqui parece ser de escala de grandeza. A não ser que estejamos realmente vivendo uma catástrofe global repentina (que não parece ser o caso esse ano), a mudança nos padrões de chuva não atingem porcentagens tão grandes capazes de secar vários reservatórios de um ano para o outro. Mais estudadas são as mudanças climáticas locais por causa de ocupação urbana desordenada. Isso é concreto e pode trazer mudanças radicais. Aqui o problema é outro: as represas do sistema Cantareira estão longe demais do núcleo urbano adensado de SP para sentir efeitos como de ilha de calor. A escala do território é muito maior.
3- “Não choveu nas Represas”. Isso é uma simplificação grosseira. O volume do reservatório depende de vários fluxos, incluindo a chuva sobre o espelho d’água das represas. A chuva em regiões de cabeceira, por exemplo, pode recarregar o lençol freático e assim aumentar o volume de água dos rios. O processo é muito mais complexo.
4- “As próximas chuvas farão que o sistema volte ao normal”. Isso já é mais difícil de prever, mas tudo indica que a recuperação pode levar décadas. Como sabemos, quando o fundo do lago fica exposto (e seco), ele se torna permeável. Assim a água que voltar atingir esses lugares percola (infiltra) para o lençol freático, antes de criar uma camada impermeável. Se eu fosse usar minha intuição e conhecimento, diria que São Paulo tem duas opções a curto-médio prazo: (a) usar fontes alternativas de abastecimento antes que possa voltar a contar com as represas; (b) ter uma redução drástica em sua economia para que haja diminuição de consumo (há relação direta entre movimento econômico e consumo de água).
5- “Não existe outras fontes de abastecimento que não as represas atuais”. Essa afirmação é duplamente mentirosa. Primeiro porque sempre se pode construir represas em lugares mais e mais distantes (sobretudo em um país com esse recurso abundante como o Brasil) e transportar a água por bombeamento. O problema parece ser de ordem econômica já como o custo da água bombeada de longe sairia muito caro. Outra mentira é que não podemos usar água subterrânea. Não consigo entender o impedimento técnico disso. O Estado de São Paulo tem ampla reserva de água subterrânea (como o chamado aquífero Guarani), de onde é possível tirar água, sobretudo em momentos de crise. Novamente, o problema é custo de trazer essa água de longe que afetaria os lucros da Sabesp.
6- “O aquífero Guaraní é um reservatório subterrâneo”. A ideia de que o aquífero é um bolsão d’água, como um vazio preenchido pelo líquido, é ridiculamente equivocada. Não existe bolsão, em nenhum lugar no mundo. O aquífero é simplesmente água subterrânea diluída no solo. O aquífero Guaraní, nem é mesmo um só, mas descontínuo. Como uma camada profunda do lençol freático. Em todo caso, países como a Holanda acham o uso dessas águas tão bom que parte da produção superficial (reservatórios etc) é reinserida no solo e retirada novamente (!). Isso porque as propriedades químicas do líquido são, potencialmente, excelentes.
7- “Precisamos economizar água”. Outra simplificação. Os grandes consumidores (indústrias ou grandes estabelecimentos, por exemplo) e a perda de água por falta de manutenção do sistema representam os maiores gastos. Infelizmente os números oficiais parecem camuflados. A seguinte conta nunca fecha: consumo total = esgoto total + perda + água gasta em irrigação. Estima-se que as perdas estejam entre 30% e 40%. Ou seja, essa quantidade vaza na tubulação antes de atingir os consumidores. Água tratada e perdida. Para usar novamente o exemplo Holandês (que estudei), lá essas perdas são virtualmente 0%. Os índices elevados não são normais e são resultados de décadas de maximização de lucros da Sabesp ao custo de uma manutenção precária da rede.
8- “Não há racionamento”. O governo está fazendo a mídia e a população de boba. Em lugares pobres o racionamento já acontece há meses, dia sim, dia não (ou mesmo todo dia). É interessante notar que, historicamente, as populações pobres são as que sempre sentem mais esses efeitos (cito, por exemplo, as constantes interrupções no fornecimento de água no começo do século XX nos bairros operários das várzeas, como o Pari). A história se repete.
9- “É necessário implantar o racionamento”. Essa afirmação é bem perigosa porque coloca vidas em risco. Já como praticamente todas as construções na cidade têm grandes caixas d’água, o racionamento apenas ataca o problema das perdas da rede (vazamentos). É tudo que a Sabesp quer: em momentos de crise fazer racionamento e reduzir as perdas; sem diminuição de consumo, sem aumentar o controle de vazamentos. O custo disso? A saúde pública. A mesma trinca por onde a água vaza, se não houver pressão dentro do cano, se transformará em um ponto de entrada de poluentes do lençol freático nojento da cidade. Estaremos bebendo, sem saber água poluída, porque a poluição entrou pela rede urbana. Por isso que agências de saúde internacionais exigem pressão mínima dentro dos canos de abastecimento.
10- “Precisamos confiar na Sabesp nesse momento”. A Sabesp é gerida para maximizar lucros dos acionistas. Não está preocupada, em essência, em entregar um serviço de qualidade (exemplos são vários: a negligência no saneamento que polui o Rio Tietê, o uso de tecnologia obsoleta de tratamento de água com doses cavalares de cloro e, além, da crise no abastecimento decorrente dos pequenos investimentos no aumento do sistema de captação). A Sabesp é apenas herdeira de um sistema que já teve várias outras concessionárias: Cantareira Águas e Esgotos, RAE, SAEC etc. A empresa tem hoje uma concessão de abastecimento e saneamento. Acredito que é o momento de discutir a cassação dessa outorga, uma vez que as obrigações não foram cumpridas. Além, é claro, de uma nova administração no Governo do Estado, ao menos preocupada em entregar serviços público e não lucros para meia dúzia apenas.
Enfim, se eu pudesse resumir minhas conclusões: a crise no abastecimento não é natural, mas sim resultado de uma gestão voltada para a maximização de lucros da concessionária e de um Governo incompetente. Simples assim, ou talvez, infelizmente, nem tanto.
Gabriel Kogan é arquiteto e jornalista, formado na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP; desenvolveu mestrado em Gerenciamento Hídrico no UNESCO-IHE (Holanda), onde pesquisou as origens históricas das enchentes em São Paulo.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Pequenas ações que você pode fazer para salvar o Planeta

  • Feche a torneira ao escovar os dentes e economize litros de água por dia
  • Compre menos comida – o nosso desperdício é enorme e produzimos muito lixo
  • Não jogue o óleo de cozinha na pia – 1l de óleo polui mais de 25 litros de água.
  • Reduza o tempo no chuveiro
  • Use menos embalagem
  • Reduza e Recicle o seu lixo
  • Apague a luz e desligue os eletrônicos na tomada
  • Use a bicicleta, escadas ou caminhe sempre que possível, o meio ambiente agradece e a sua saúde também

domingo, 1 de fevereiro de 2015